Ler e escrever são paixões antigas para mim. Adoro ler até placas e bula de remédio. Quando o site da produtora foi refeito foram colocadas fotos de cada funcionário com as nossas descrições. Meu chefe me perguntou o que eu gostava de fazer e a resposta foi simples: ler e escrever. Ele não acreditava que era só isso, “você é jovem deve gostar de fazer mais alguma coisa no final de semana”. Sim gosto deve ver meu namorado e de ler e escrever.
Eu devoro livros desde a 5ª serie quando a Quilza, minha melhor amiga na época, me apresentou a maravilha que era a biblioteca da escola. Lia praticamente 2 livros por semana, mesmo com todas as lições de casa e trabalhos. Estudar sempre foi um hábito para mim também, não uma obrigação. Sempre fui a caxias da sala, a CDF, a rata de biblioteca, a menina que pedia livros de presente e nunca ganhava, isso me frustra até hoje.
Eu já disse que gasto praticamente 4 horas do meu dia lendo livros por causa do transito, claro se descontar os cochilos e as trocas de condução sobram 3 horas por dia quando comento os livros que li as pessoas me olham espantadas e sempre dizem, nossa você devora livros.
Isso é pecado? É defeito? Estou cometendo algum crime grave ao ler tantos livros assim?
Às vezes me sinto um ET, uma aberração.
Esses dias meu namorado me perguntou como conheço tantas palavras difíceis e diferentes, como posso saber de tantos assuntos. Minha resposta foi direta: eu leio muito. Ele se espanta muito com meu vocabulário, diz que não sou uma pessoa normal, às vezes pareço um dicionário que o assusta com minha cultura.
Sei que assusto muitas pessoas com o que sei, com o que acumulei em anos de leitura, mas ler e escrever me mantém viva, desperta minha mente, funciona como minha terapia.
Na faculdade alcancei meu ápice e percebi que era boa nisso. Minha maior alegria era ouvir elogios de professores aos meus textos, mas o que me deixou mais alegre ainda foi quando pedi a dois professores que conferissem meu TCC. Um deles, roteirista e redator me disse que estava encantado com meu texto e ortografia bem aplicada, idéia bem explicada coesa. O outro, redator e corretor da Folha de São Paulo, me disse que eu estava de parabéns. Quase chorei de felicidade.
Na antiga produtora fazíamos constantemente transcrições de depoimentos e sempre era eu a escolhida para formatar e conferir textos, adoro formatação de textos, tenho problemas mentais.
Mantenho 2 blogs diferentes, esse sobre aleatoriedades da minha mente insana e perturbada e outro sobre frescuras e besteiras de mulher.
Já pensei em escrever um livro ou livros, mas minha mente é tão volúvel que me perco no meio das idéias, por isso esse blog. Com certeza um dia ainda realizarei esse sonho, esse embrião incubado em minha mente vai ser gerado e nascerá.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Meu vicio
Meu nome é Cristina, tenho 28 anos e preciso confessar que tenho um vicio.
Sou viciada em esmaltes. Eu tenho 20 dedos e da ultima vez que contei tinha 125 vidros de esmaltes nas mais diversas tonalidades na minha caixa de “coisas para unha”.
Comecei esse meu vicio há 1 ano e 3 meses e tinha apenas 34 vidros. Rapidamente o que era apenas um ou dois vidros novos por mês se tornou um vicio incontrolável. Não consigo sair de uma perfumaria sem pelo menos um vidro novo. Escondo os vidros novos quando chego em casa para minha mãe não me olhar com cara feia.
Meu pai já perguntou quantos dedos eu tenho e se eu uso tudo aquilo mesmo. Minhas amigas perguntam se sou manicure.
Mesmo quando eu decido não comprar mais vidros a coleção aumenta, pois eu ganho alguns.
Hoje entrei em uma perfumaria procurando um tom de verde e saí de lá com outro tom de verde, pois o que eu queria não tinha e um cinza chumbo.
Estou com as unhas sem esmaltes e doida para passar o verde novo nela. Acho que vou me trancar no banheiro e já volto com as unhas pintadas.
Sou viciada em esmaltes. Eu tenho 20 dedos e da ultima vez que contei tinha 125 vidros de esmaltes nas mais diversas tonalidades na minha caixa de “coisas para unha”.
Comecei esse meu vicio há 1 ano e 3 meses e tinha apenas 34 vidros. Rapidamente o que era apenas um ou dois vidros novos por mês se tornou um vicio incontrolável. Não consigo sair de uma perfumaria sem pelo menos um vidro novo. Escondo os vidros novos quando chego em casa para minha mãe não me olhar com cara feia.
Meu pai já perguntou quantos dedos eu tenho e se eu uso tudo aquilo mesmo. Minhas amigas perguntam se sou manicure.
Mesmo quando eu decido não comprar mais vidros a coleção aumenta, pois eu ganho alguns.
Hoje entrei em uma perfumaria procurando um tom de verde e saí de lá com outro tom de verde, pois o que eu queria não tinha e um cinza chumbo.
Estou com as unhas sem esmaltes e doida para passar o verde novo nela. Acho que vou me trancar no banheiro e já volto com as unhas pintadas.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Garotos Podres
O show da vez foi dos Garotos Podres, sim amo punk rock e adoro os caras e suas letras políticas, engraçadas e escatológicas.
O show foi no SESC Santo André, pertinho de casa.
Sai do trabalho as 17:00, peguei ônibus mega lotado, metrô insuportável e outro ônibus cheio, tudo de pé. Cheguei em casa as 19:00, tomei meu banho gostoso, jantei e saí as 20:10. Cheguei ao SESC as 20:30, poucas pessoas estavam lá, mesmo com todos os ingressos vendidos. Junto comigo meu irmão, nós dois esperávamos minha prima e seu marido, que considero muito meu primo. Antes deles chegarem encontramos um casal de amigos dos primos com o filho de 10 anos, o Johnny. Os primos chegaram, muitas pessoas também. As portas foram abertas as 20:50, as 21:00 o show começou em ponto.
Ele foi realizado no anfiteatro, todos sentados, nós com os narizes torcidos, onde já se viu show de punk sentado. 1ª musica rolando, “Garoto Podre”, eu balançava minha cabeça e perna, minha prima desesperada por estar sentada e instigando o marido a se levantar. Algumas pessoas estavam de pé em frente ao palco.
Não demorou mais de 1 minuto o primo pulou a cadeira e levantou, a prima e eu fomos atrás, meu irmão nos seguia. Fomos para frente do palco. Na seqüência a belíssima “vomitaram no trem” e a clássica “Johnny”. Berrei, pulei, cantei quase todas as musicas, umas 3 eu não conhecia direito. O repertório foi centrado no ultimo cd Gatozil de Podrezepam mesclado com clássicos da banda.
O Mau (vocalista) é extremamente louco e carismático no palco, parece professor de cursinho, ele é professor, só não sei se de cursinho. O publico foi ao delírio, tinha um cara que toda hora agarrava o microfone da mão do Mau. O baterista, Capitão Caverna, conversou bastante com o publico e interagiu com a galera. O momento engraçado foi antes de tocar “ainda vamos tocar bossa nova” quando todos colocaram óculos com nariz grandes, o Mau sentou numa cadeira e o guitarrista lhe passou a guitarra e ele tocou como João Gilberto, numa grande tiração de sarro do estilo musical.
Eu fui ao delírio ao ouvir a introdução de “o mundo não para de girar”, amo essa musica. “verme” também me deixou muito feliz. Por ser professor de historia o Mau faz muitas introduções as musicas com detalhes históricos para situar as canções. Para mim o mais legal e importante foi ao comentar os 3 estudantes fuzilados durante um protesto na CSN, fato que motivou a musica “aos fuzilados da CSN” que, na minha opinião, tem um dos melhores refrões que conheço inspirado numa frase de Che Guevara: “mas por mais rosas que os poderosos matem, nunca conseguirão deter a primavera”.
A mais pedida da noite foi “vou fazer coco” que encerrou a apresentação bem humorada e competente dos Garotos Podres que já estão mais para Tiozinhos Podres, mas mostraram que não perderam a energia e qualidade mesmo após quase 30 anos de carreira, mesmo sem sucesso.
O show durou exatos 90 minutos e nos deixou com gosto de quero mais. Foi engraçado ver o rosto surpreso do Johnny ao contatar que eles tocaram uma musica com o nome dele. Sai do SESC rouca, com as pernas doendo de tanto pular, os ouvidos zunindo, mas feliz e com a certeza que dormiria em paz naquela noite.
O show foi no SESC Santo André, pertinho de casa.
Sai do trabalho as 17:00, peguei ônibus mega lotado, metrô insuportável e outro ônibus cheio, tudo de pé. Cheguei em casa as 19:00, tomei meu banho gostoso, jantei e saí as 20:10. Cheguei ao SESC as 20:30, poucas pessoas estavam lá, mesmo com todos os ingressos vendidos. Junto comigo meu irmão, nós dois esperávamos minha prima e seu marido, que considero muito meu primo. Antes deles chegarem encontramos um casal de amigos dos primos com o filho de 10 anos, o Johnny. Os primos chegaram, muitas pessoas também. As portas foram abertas as 20:50, as 21:00 o show começou em ponto.
Ele foi realizado no anfiteatro, todos sentados, nós com os narizes torcidos, onde já se viu show de punk sentado. 1ª musica rolando, “Garoto Podre”, eu balançava minha cabeça e perna, minha prima desesperada por estar sentada e instigando o marido a se levantar. Algumas pessoas estavam de pé em frente ao palco.
Não demorou mais de 1 minuto o primo pulou a cadeira e levantou, a prima e eu fomos atrás, meu irmão nos seguia. Fomos para frente do palco. Na seqüência a belíssima “vomitaram no trem” e a clássica “Johnny”. Berrei, pulei, cantei quase todas as musicas, umas 3 eu não conhecia direito. O repertório foi centrado no ultimo cd Gatozil de Podrezepam mesclado com clássicos da banda.
O Mau (vocalista) é extremamente louco e carismático no palco, parece professor de cursinho, ele é professor, só não sei se de cursinho. O publico foi ao delírio, tinha um cara que toda hora agarrava o microfone da mão do Mau. O baterista, Capitão Caverna, conversou bastante com o publico e interagiu com a galera. O momento engraçado foi antes de tocar “ainda vamos tocar bossa nova” quando todos colocaram óculos com nariz grandes, o Mau sentou numa cadeira e o guitarrista lhe passou a guitarra e ele tocou como João Gilberto, numa grande tiração de sarro do estilo musical.
Eu fui ao delírio ao ouvir a introdução de “o mundo não para de girar”, amo essa musica. “verme” também me deixou muito feliz. Por ser professor de historia o Mau faz muitas introduções as musicas com detalhes históricos para situar as canções. Para mim o mais legal e importante foi ao comentar os 3 estudantes fuzilados durante um protesto na CSN, fato que motivou a musica “aos fuzilados da CSN” que, na minha opinião, tem um dos melhores refrões que conheço inspirado numa frase de Che Guevara: “mas por mais rosas que os poderosos matem, nunca conseguirão deter a primavera”.
A mais pedida da noite foi “vou fazer coco” que encerrou a apresentação bem humorada e competente dos Garotos Podres que já estão mais para Tiozinhos Podres, mas mostraram que não perderam a energia e qualidade mesmo após quase 30 anos de carreira, mesmo sem sucesso.
O show durou exatos 90 minutos e nos deixou com gosto de quero mais. Foi engraçado ver o rosto surpreso do Johnny ao contatar que eles tocaram uma musica com o nome dele. Sai do SESC rouca, com as pernas doendo de tanto pular, os ouvidos zunindo, mas feliz e com a certeza que dormiria em paz naquela noite.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Placebo
e a noite de 6ª feira foi marcada por risadas, jogos e palhaçada com os amigos a noite de sábado foi marcada por musica boa e felicidade.
Afinal após 5 anos eu voltei ao Credicard Hall para assistir ao show do Placebo e posso dizer que foi incrível. Melhor ainda que o de 2005.
Ele subiram no palco pontualmente as 22:00 ao som de For What It´s Worth com um refrão que traduz muito o que sinto atualmente “For What It´s Worth Got no lovers” e um som pesado. A galera pulava e na seqüência veio Ashtray Heart, minha predileta do álbum, seguida por Battle for the Sun, o telão atrás do palco mostrava a capa do CD com seu eclipse. O primeiro momento de pura alegria veio com Sleeping with Ghosts e seu refrão “Soulmates never dies” foi tocante.
O que eu via no palco era um Brian Molko muito alegre tanto que na seqüência ele conversou sobre um canal de TV brasileira sobre Deus e de quando ele era criança e sua mãe o levava a igreja onde pessoas eram possuídas pelo espírito de Jesus e falavam uma língua chamada Speak in Tongues, lógico que essa foi a introdução incrível para a linda Speak in Tongues.
A próxima musica foi uma surpresa para mim, pois nunca imaginei que eles tocassem Follow The Cops Back Home que faz parte do Meds e é linda e uma das minhas favoritas, porem pouco divulgada, mas ela veio e emocionou muito, mas com certeza o publico pulou muito com Every You Every Me que apareceu numa roupagem diferente, mas boa como sempre.
Momento quase choro ao ouvir a introdução de Special Needs e juro que tinha mais pessoas o meu lado chorando. Mais uma vez o Brian falou com o publico, carinhosamente chamadao por ele de Molko Boys e Molko Girls que gargalhou na introdução alegre para Breathe Underwater. A seção mais dançante da noite foi aberta por Julien, seguida por The Never-Ending Why. Um momento mais calmo foi proporcionado pelas calmas e lindas Bright Lights e Devil in the Details.
Se eu quase chorei com Special Needs, com Meds eu realmente chorei de alegria e extasia. Eu amo essa musica e com a intensidade de paixão que o Brian a canta ao vivo ela ficou mais linda ainda. Após o choro foi o momento seqüência arrasadora com Song to say Goodbye, Special K que todos cantaram aos berros “pararapaparara”. Com direito ao Brain instigar o publico dizendo “I can´t hear you São Paulo”, frase que nos fez gritar ainda mais alto e Bitter End encerrando a 1ª parte do show com muito peso.
Pausa de 3 minutos e no telão uma bailarina com tutu que lembrava um penis fez todos gargalharem. E tem gente que diz que Placebo é depressivo........
Volta para o bis com o lado B Trigger Happy que eu não conhecia, mas descobri ter uma letra muito boa. Enquanto o Sr. Molko cantava Stefan Olsdal pedia para o publico por as mãos para o alto e balançá-las numa alusão ao refrão “So put your hands in the air, and wave them like you give a fuck”. A minha amada Infra-Red foi cantada com o palco todo vermelho e luzes vermelhas sobre a banda. Para encerrar a noite a escolhida foi Taste in Men, ok nessa hora eu já achava que estava no céu e dizia a celebre frase “agora posso morrer feliz”.
Ao final do show todos deram as mãos e se curvaram ao publico como se faz no teatro. Eu possível ver o cansaço e suor nos rostos deles, mas também via um sorriso de felicidade que mostra que o Placebo está numa fase boa e feliz.
Sai do Credicard com um sorriso gigante no rosto e extasiada com a brilhante apresentação da uma das minhas bandas prediletas. Espero que eles voltem logo ao Brasil.
Afinal após 5 anos eu voltei ao Credicard Hall para assistir ao show do Placebo e posso dizer que foi incrível. Melhor ainda que o de 2005.
Ele subiram no palco pontualmente as 22:00 ao som de For What It´s Worth com um refrão que traduz muito o que sinto atualmente “For What It´s Worth Got no lovers” e um som pesado. A galera pulava e na seqüência veio Ashtray Heart, minha predileta do álbum, seguida por Battle for the Sun, o telão atrás do palco mostrava a capa do CD com seu eclipse. O primeiro momento de pura alegria veio com Sleeping with Ghosts e seu refrão “Soulmates never dies” foi tocante.
O que eu via no palco era um Brian Molko muito alegre tanto que na seqüência ele conversou sobre um canal de TV brasileira sobre Deus e de quando ele era criança e sua mãe o levava a igreja onde pessoas eram possuídas pelo espírito de Jesus e falavam uma língua chamada Speak in Tongues, lógico que essa foi a introdução incrível para a linda Speak in Tongues.
A próxima musica foi uma surpresa para mim, pois nunca imaginei que eles tocassem Follow The Cops Back Home que faz parte do Meds e é linda e uma das minhas favoritas, porem pouco divulgada, mas ela veio e emocionou muito, mas com certeza o publico pulou muito com Every You Every Me que apareceu numa roupagem diferente, mas boa como sempre.
Momento quase choro ao ouvir a introdução de Special Needs e juro que tinha mais pessoas o meu lado chorando. Mais uma vez o Brian falou com o publico, carinhosamente chamadao por ele de Molko Boys e Molko Girls que gargalhou na introdução alegre para Breathe Underwater. A seção mais dançante da noite foi aberta por Julien, seguida por The Never-Ending Why. Um momento mais calmo foi proporcionado pelas calmas e lindas Bright Lights e Devil in the Details.
Se eu quase chorei com Special Needs, com Meds eu realmente chorei de alegria e extasia. Eu amo essa musica e com a intensidade de paixão que o Brian a canta ao vivo ela ficou mais linda ainda. Após o choro foi o momento seqüência arrasadora com Song to say Goodbye, Special K que todos cantaram aos berros “pararapaparara”. Com direito ao Brain instigar o publico dizendo “I can´t hear you São Paulo”, frase que nos fez gritar ainda mais alto e Bitter End encerrando a 1ª parte do show com muito peso.
Pausa de 3 minutos e no telão uma bailarina com tutu que lembrava um penis fez todos gargalharem. E tem gente que diz que Placebo é depressivo........
Volta para o bis com o lado B Trigger Happy que eu não conhecia, mas descobri ter uma letra muito boa. Enquanto o Sr. Molko cantava Stefan Olsdal pedia para o publico por as mãos para o alto e balançá-las numa alusão ao refrão “So put your hands in the air, and wave them like you give a fuck”. A minha amada Infra-Red foi cantada com o palco todo vermelho e luzes vermelhas sobre a banda. Para encerrar a noite a escolhida foi Taste in Men, ok nessa hora eu já achava que estava no céu e dizia a celebre frase “agora posso morrer feliz”.
Ao final do show todos deram as mãos e se curvaram ao publico como se faz no teatro. Eu possível ver o cansaço e suor nos rostos deles, mas também via um sorriso de felicidade que mostra que o Placebo está numa fase boa e feliz.
Sai do Credicard com um sorriso gigante no rosto e extasiada com a brilhante apresentação da uma das minhas bandas prediletas. Espero que eles voltem logo ao Brasil.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Jogatina
Já disse que o pessoal do trabalho é bem animado. Fazemos festa quase toda semana. Agora que o chefe está de férias então!!!!!!!!!
Pois 6ª feira tivemos um evento externo na casa da Valéria, a coordenadora de produção. Fomos quase todos da produtora jogar imagem e Ação e jogos diversos. Caravana pronta, saímos da produtora ás 19:30. Ficamos jogando até as 01:30
Descobri que me viro bem em mímica, meu trio ganhou no Imagem e Ação, valeu Luis por ser ótimo em decifrar mímicas, ele matou muitas.
Depois jogamos Perfil e aí sim pude exercitar toda minha capacidade intelectual. Provei aos amigos que sou caxias e CDF, pois acertei muitas coisas para alegria da minha parceira Lygia.
Lógico que no meio dos jogos tinha muita comida e bebidas, porem não alcoólicas, pois se falamos muita porcaria sem álcool imagina bêbados.
Da ultima vez que bebemos todos juntos eu tive que ensinar o caminho do banheiro a um amigo que já não via quase nada e eu também não sai em situação lá muito bonita.
A noite foi ótima e me diverti horrores. Voltar a ser criança é uma delicia.
Pois 6ª feira tivemos um evento externo na casa da Valéria, a coordenadora de produção. Fomos quase todos da produtora jogar imagem e Ação e jogos diversos. Caravana pronta, saímos da produtora ás 19:30. Ficamos jogando até as 01:30
Descobri que me viro bem em mímica, meu trio ganhou no Imagem e Ação, valeu Luis por ser ótimo em decifrar mímicas, ele matou muitas.
Depois jogamos Perfil e aí sim pude exercitar toda minha capacidade intelectual. Provei aos amigos que sou caxias e CDF, pois acertei muitas coisas para alegria da minha parceira Lygia.
Lógico que no meio dos jogos tinha muita comida e bebidas, porem não alcoólicas, pois se falamos muita porcaria sem álcool imagina bêbados.
Da ultima vez que bebemos todos juntos eu tive que ensinar o caminho do banheiro a um amigo que já não via quase nada e eu também não sai em situação lá muito bonita.
A noite foi ótima e me diverti horrores. Voltar a ser criança é uma delicia.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Suicidal Dream
Desde a minha adolescência se me perguntassem a minha musica predileta eu diria Suicidal Dream do Silverchair. Sempre achei a música linda, a voz e a intensidade que Daniel Johns canta maravilhosa e tocante, mas em especial sempre gostei da letra.
Ela é mórbida e conta a história de alguém que sonha, deseja a própria, no caso um suicídio e desesperado pede para ser ajudado, confortado, pois não quer mais sentir a angústia de não querer mais viver, porem não vê outra saída além a morte. Tanto que encontra uma corda para se enforcar.
Eu por muito tempo cantei essa música com conhecimento de causa e vontade.
A adolescência é uma fase muito difícil. A minha não foi nada fácil. Sempre me senti diferente de todos, feia, desengonçada. Me sentia sozinha e por muitas vezes que peguei pensando “se eu morrer alguém vai realmente sentir minha falta?”.
Sabia que meus pais sentiriam, mas mais alguém sentiria?
Eu já prendi minha respiração por diversas vezes. Graças a deus não tinha uma corda perto de mim.Já olhei muito para o meu pulso e pensei em cortá-lo, mas sempre me faltou coragem.
Não era uma ânsia desesperada por viver que me impedia de me matar, era simples falta de coragem e medo de magoar minha mãe que não merecia isso.
Eu cresci e o tempo passou e essas ondas suicidas foram diminuindo. Algumas vezes elas voltavam, mas nada muito grave.
Agora estou numa dessas fases. Hoje no caminho para o trabalho, chateada com muitas coisas que me aconteceram recentemente me peguei pensando se a minha morte iria importar para alguém. Se eu me importaria em morrer agora.
Não penso em me matar, mas penso que se algum acidente acontecesse, eu não acharia ruim em morrer. Terminar com a angústia, frustração e dor que sinto na minha alma. Me sinto partida, quebrada e sem esperança no futuro.
Ela é mórbida e conta a história de alguém que sonha, deseja a própria, no caso um suicídio e desesperado pede para ser ajudado, confortado, pois não quer mais sentir a angústia de não querer mais viver, porem não vê outra saída além a morte. Tanto que encontra uma corda para se enforcar.
Eu por muito tempo cantei essa música com conhecimento de causa e vontade.
A adolescência é uma fase muito difícil. A minha não foi nada fácil. Sempre me senti diferente de todos, feia, desengonçada. Me sentia sozinha e por muitas vezes que peguei pensando “se eu morrer alguém vai realmente sentir minha falta?”.
Sabia que meus pais sentiriam, mas mais alguém sentiria?
Eu já prendi minha respiração por diversas vezes. Graças a deus não tinha uma corda perto de mim.Já olhei muito para o meu pulso e pensei em cortá-lo, mas sempre me faltou coragem.
Não era uma ânsia desesperada por viver que me impedia de me matar, era simples falta de coragem e medo de magoar minha mãe que não merecia isso.
Eu cresci e o tempo passou e essas ondas suicidas foram diminuindo. Algumas vezes elas voltavam, mas nada muito grave.
Agora estou numa dessas fases. Hoje no caminho para o trabalho, chateada com muitas coisas que me aconteceram recentemente me peguei pensando se a minha morte iria importar para alguém. Se eu me importaria em morrer agora.
Não penso em me matar, mas penso que se algum acidente acontecesse, eu não acharia ruim em morrer. Terminar com a angústia, frustração e dor que sinto na minha alma. Me sinto partida, quebrada e sem esperança no futuro.
“Help me, comfort me,
Stop me from feeling what I'm feeling now”
O que me dói
Muitas coisas me doem. Entre elas acordar de manha e saber que não verei quem amo porque ainda é 3ª feira.
Me dói saber que só o terei poucas horas em apenas um dia da semana.
Dói sentir que ele me deseja apenas para sexo e me sentir como uma buceta ambulante.
Me recente ouvir que seus únicos elogios são: gostosa, delicia, quero te comer.
Dói não poder ouvir minhas musicas prediletas com ele.
Me machuca quando ele desliga meu rádio sem pedir por não gostar do som.
Eu me sinto ignorada quando ele pergunta se conheço ou gostei de algo que ele sabe que eu não gosto.
Me dói não termos os mesmos gostos para filmes.
Me frustra não sair para dançar porque ele não sabe e nem se esforça em aprender.
Me entristece ele não gostar de ler e dessa forma termos um assunto a menos para conversar.
Me dói profundamente quando no único dia que temos para nós dois ele dê mais atenção a um amigo.
Dói ele não querer conhecer meus amigos.
Me frustra não sairmos para jantar porque ele não come quase nada.
Dói ter inveja das minhas conhecidas que ganham presentes dos namorados quando parece que o meu só me presenteia por obrigação.
Me entristece não fazer nada mais caro porque ele não tem dinheiro, mas em seguida saber que gastou tudo com o som do carro.
Me dói quando alguém da minha família esquece o nome dele ou não sabe quem ele é porque ele nunca está comigo.
Me magoa e me deixa sem ação saber que ele não sonha em morar comigo.
Partiu meu coração quando eu perguntei se ele ficaria comigo se eu ficasse grávida e ele respondeu que não sabia.
Dói saber que ele não entende metade do que eu falo.
Me confunde não ter certeza se quero ter uma família com ele.
Me dói saber que o magoarei quando ele ler isso, mas me entristece mais saber que já disse tudo isso mais de uma vez, mas de nada adiantou.
Dói pensar no meu futuro sem ele, mas me frustra pensar no meu presente como está.
Me dói saber que só o terei poucas horas em apenas um dia da semana.
Dói sentir que ele me deseja apenas para sexo e me sentir como uma buceta ambulante.
Me recente ouvir que seus únicos elogios são: gostosa, delicia, quero te comer.
Dói não poder ouvir minhas musicas prediletas com ele.
Me machuca quando ele desliga meu rádio sem pedir por não gostar do som.
Eu me sinto ignorada quando ele pergunta se conheço ou gostei de algo que ele sabe que eu não gosto.
Me dói não termos os mesmos gostos para filmes.
Me frustra não sair para dançar porque ele não sabe e nem se esforça em aprender.
Me entristece ele não gostar de ler e dessa forma termos um assunto a menos para conversar.
Me dói profundamente quando no único dia que temos para nós dois ele dê mais atenção a um amigo.
Dói ele não querer conhecer meus amigos.
Me frustra não sairmos para jantar porque ele não come quase nada.
Dói ter inveja das minhas conhecidas que ganham presentes dos namorados quando parece que o meu só me presenteia por obrigação.
Me entristece não fazer nada mais caro porque ele não tem dinheiro, mas em seguida saber que gastou tudo com o som do carro.
Me dói quando alguém da minha família esquece o nome dele ou não sabe quem ele é porque ele nunca está comigo.
Me magoa e me deixa sem ação saber que ele não sonha em morar comigo.
Partiu meu coração quando eu perguntei se ele ficaria comigo se eu ficasse grávida e ele respondeu que não sabia.
Dói saber que ele não entende metade do que eu falo.
Me confunde não ter certeza se quero ter uma família com ele.
Me dói saber que o magoarei quando ele ler isso, mas me entristece mais saber que já disse tudo isso mais de uma vez, mas de nada adiantou.
Dói pensar no meu futuro sem ele, mas me frustra pensar no meu presente como está.
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