Quando eu era pequena minha mãe tinha o cabelo bem comprido e eu adorava brincar de penteá-lo de noite. Ficava horas, em minha opinião de criança, sentada atrás dela penteando suas melenas quase negras e lindas. Eu sempre detestei meu cabelo cacheado e armado desde pequena queria ter o cabelo lindo de mamãe.
De dia ficava na casa da minha avó paterna, pois meus pais trabalhavam. Um belo dia minha mãe foi me buscar e apareceu com o cabelo bem curto, tipo joãozinho. Até hoje eu não consigo esquecer o choque que foi vê-la daquele jeito. Gritei, chorei, sai correndo e fiquei uns bons dias sem olhar para ela, pois aquela não era minha mãe linda com o cabelo lindo, era uma estranha. Aquilo para mim era um crime, um pecado, uma heresia, como podia alguém me tirar aquele cabelo. Na época eu tinha 5 anos, pois meu “querido, idolatrado, salve salve” irmãozinho ainda não tinha vindo ao mundo. Minha mãe deve ter ficado uns 4 anos de cabelo bem curto e depois disso o máximo que deixou crescer foi pouco abaixo dos ombros, mas até hoje sinto saudades das madeixas longas e volumosas. A cor também mudou, hoje estão loiras para disfarçar os cabelos brancos.
Há duas semanas minha mãe teve um ataque psicótico e resolveu cortar o cabelo curto, pois não agüentava o calor. Eu quase tive a mesma reação de 23 anos atrás. Não ficou legal e eu não consegui esconder isso. Sou uma filha má por isso, por não mentir para ela?
Eu definitivamente não gosto de ver minha mãe de cabelo curto. Trauma de infância?
Mostrando postagens com marcador um pouco de mim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador um pouco de mim. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
O prazer da leitura e a emoção de escrever
Ler e escrever são paixões antigas para mim. Adoro ler até placas e bula de remédio. Quando o site da produtora foi refeito foram colocadas fotos de cada funcionário com as nossas descrições. Meu chefe me perguntou o que eu gostava de fazer e a resposta foi simples: ler e escrever. Ele não acreditava que era só isso, “você é jovem deve gostar de fazer mais alguma coisa no final de semana”. Sim gosto deve ver meu namorado e de ler e escrever.
Eu devoro livros desde a 5ª serie quando a Quilza, minha melhor amiga na época, me apresentou a maravilha que era a biblioteca da escola. Lia praticamente 2 livros por semana, mesmo com todas as lições de casa e trabalhos. Estudar sempre foi um hábito para mim também, não uma obrigação. Sempre fui a caxias da sala, a CDF, a rata de biblioteca, a menina que pedia livros de presente e nunca ganhava, isso me frustra até hoje.
Eu já disse que gasto praticamente 4 horas do meu dia lendo livros por causa do transito, claro se descontar os cochilos e as trocas de condução sobram 3 horas por dia quando comento os livros que li as pessoas me olham espantadas e sempre dizem, nossa você devora livros.
Isso é pecado? É defeito? Estou cometendo algum crime grave ao ler tantos livros assim?
Às vezes me sinto um ET, uma aberração.
Esses dias meu namorado me perguntou como conheço tantas palavras difíceis e diferentes, como posso saber de tantos assuntos. Minha resposta foi direta: eu leio muito. Ele se espanta muito com meu vocabulário, diz que não sou uma pessoa normal, às vezes pareço um dicionário que o assusta com minha cultura.
Sei que assusto muitas pessoas com o que sei, com o que acumulei em anos de leitura, mas ler e escrever me mantém viva, desperta minha mente, funciona como minha terapia.
Na faculdade alcancei meu ápice e percebi que era boa nisso. Minha maior alegria era ouvir elogios de professores aos meus textos, mas o que me deixou mais alegre ainda foi quando pedi a dois professores que conferissem meu TCC. Um deles, roteirista e redator me disse que estava encantado com meu texto e ortografia bem aplicada, idéia bem explicada coesa. O outro, redator e corretor da Folha de São Paulo, me disse que eu estava de parabéns. Quase chorei de felicidade.
Na antiga produtora fazíamos constantemente transcrições de depoimentos e sempre era eu a escolhida para formatar e conferir textos, adoro formatação de textos, tenho problemas mentais.
Mantenho 2 blogs diferentes, esse sobre aleatoriedades da minha mente insana e perturbada e outro sobre frescuras e besteiras de mulher.
Já pensei em escrever um livro ou livros, mas minha mente é tão volúvel que me perco no meio das idéias, por isso esse blog. Com certeza um dia ainda realizarei esse sonho, esse embrião incubado em minha mente vai ser gerado e nascerá.
Eu devoro livros desde a 5ª serie quando a Quilza, minha melhor amiga na época, me apresentou a maravilha que era a biblioteca da escola. Lia praticamente 2 livros por semana, mesmo com todas as lições de casa e trabalhos. Estudar sempre foi um hábito para mim também, não uma obrigação. Sempre fui a caxias da sala, a CDF, a rata de biblioteca, a menina que pedia livros de presente e nunca ganhava, isso me frustra até hoje.
Eu já disse que gasto praticamente 4 horas do meu dia lendo livros por causa do transito, claro se descontar os cochilos e as trocas de condução sobram 3 horas por dia quando comento os livros que li as pessoas me olham espantadas e sempre dizem, nossa você devora livros.
Isso é pecado? É defeito? Estou cometendo algum crime grave ao ler tantos livros assim?
Às vezes me sinto um ET, uma aberração.
Esses dias meu namorado me perguntou como conheço tantas palavras difíceis e diferentes, como posso saber de tantos assuntos. Minha resposta foi direta: eu leio muito. Ele se espanta muito com meu vocabulário, diz que não sou uma pessoa normal, às vezes pareço um dicionário que o assusta com minha cultura.
Sei que assusto muitas pessoas com o que sei, com o que acumulei em anos de leitura, mas ler e escrever me mantém viva, desperta minha mente, funciona como minha terapia.
Na faculdade alcancei meu ápice e percebi que era boa nisso. Minha maior alegria era ouvir elogios de professores aos meus textos, mas o que me deixou mais alegre ainda foi quando pedi a dois professores que conferissem meu TCC. Um deles, roteirista e redator me disse que estava encantado com meu texto e ortografia bem aplicada, idéia bem explicada coesa. O outro, redator e corretor da Folha de São Paulo, me disse que eu estava de parabéns. Quase chorei de felicidade.
Na antiga produtora fazíamos constantemente transcrições de depoimentos e sempre era eu a escolhida para formatar e conferir textos, adoro formatação de textos, tenho problemas mentais.
Mantenho 2 blogs diferentes, esse sobre aleatoriedades da minha mente insana e perturbada e outro sobre frescuras e besteiras de mulher.
Já pensei em escrever um livro ou livros, mas minha mente é tão volúvel que me perco no meio das idéias, por isso esse blog. Com certeza um dia ainda realizarei esse sonho, esse embrião incubado em minha mente vai ser gerado e nascerá.
Assinar:
Comentários (Atom)